Poucas são as pessoas, que conseguem divertir-se sem a agregação ao álcool. Outros continuam a comer ou a fumar demais. E quando os avisamos, a resposta imediata é o cliché: “Deixa lá, quando morrer vou de costas”.
Vivemos numa sociedade cada vez mais consumista e vertiginosa. Até na forma de conduzir. Vemos muita televisão, já lemos mais, mas oramos pouco. Aliás, não sabemos estar sozinhos. Meditar é algo transcendental para a maioria.
Quando discutimos sobre valores, chamam-nos chatos. Se falamos de Bens, tornamo-nos interessantes. Queremos telemóveis topo de gama, mas temos dificuldades em cumprimentar um vizinho ou um colega.
Temos computadores cada vez mais sofisticados, mas comunicamos cada vez menos pessoalmente. É uma perda de tempo. Criticamos com mais facilidade e aceitamos os erros com dificuldade. Estamos na era do “fast-food” e das relações “light”. Vamos muito ver as montras e temos pouco na despensa. Cada vez mais compram-se máquinas instantâneas de cozinha.
Quando sorrimos a alguém, significa querer algo mais. Quando abraçarmos alguém, somos do mesmo sexo.
Nas escolas e nos empregos aprendemos a sobreviver, mas não a (con) viver. Preocupamo-nos mais com a idade, do que com o preenchimento de vida aos nossos anos. Amamos mal e porcamente. Perdoamos pouco, até a nós mesmos.
O segredo da vida não é ter tudo o que se deseja, mas aceitar e amar o que podemos ter.
NÃO SOMOS COISAS…Como algo inseparável de tudo o resto. Somos um conjunto de átomos e moléculas num conjunto de relações criadas a partir de um tecido chamado universo.


Sem comentários:
Enviar um comentário